produção biológica no Douro

Na encosta íngreme e xistosa do Douro, a Quinta das Peixotas vive uma nova fase. Há mais de um ano que as vinhas se encontram em processo de conversão para agricultura biológica certificada, tendo-se já realizado em 2025 a primeira vindima sob este modo de produção. Trata-se de um caminho exigente, tecnicamente rigoroso e profundamente alinhado com a identidade do território.

A vitivinicultura biológica implica a exclusão de herbicidas, pesticidas e fertilizantes de síntese, privilegiando práticas que promovem o equilíbrio natural da vinha. A gestão do solo assume um papel central, através da manutenção da sua estrutura e fertilidade, do recurso a cobertos vegetais e do estímulo à biodiversidade. Este cuidado traduz-se em videiras mais resilientes, uvas mais sãs e uma maturação mais equilibrada, fatores determinantes para uma qualidade consistente e altamente controlada.

Mais do que uma opção técnica, esta conversão representa um compromisso com o nosso terroir singular. Ao respeitar os ciclos naturais e reduzir a intervenção química, reforça-se a expressão autêntica do solo, do clima e das castas. O resultado são vinhos que refletem com maior precisão a origem, preservando a elegância e profundidade que caracterizam os nossos vinhos.

Com estas mudanças, chegam também novidades ao mercado. Os vinhos ‘Quinta das Peixotas’ vão manter-se como sempre – como linha clássica, fiel ao perfil tradicional que a distingue, agora produzida em modo biológico certificado. E em paralelo, nasce a nova linha de vinhos de conceito ‘Peixotas’, orientada para um consumidor que procura autenticidade, transparência e identidade. Estes vinhos seguem uma filosofia de menor intervenção enológica, com recurso a leveduras indígenas e processos que privilegiam a expressão natural da uva.

O objetivo é criar vinhos mais leves, mais frescos e de maior fluidez, sem abdicar de rigor técnico. Vinhos que conciliam precisão e espontaneidade, tradição e inovação.
Assim, reafirmamos o nosso compromisso com a sustentabilidade e com a evolução qualitativa, transformando exigência em oportunidade e projetando o Douro biológico para novos horizontes.

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